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Enxertia de citros

Enxertia de citros


Enxertia de frutas cítricas

A enxertia é uma prática de cultivo que permite obter uma nova planta ou novo fruto combinando partes de duas plantas da mesma espécie ou família. A enxertia permite o desenvolvimento e propagação de muitas plantas, principalmente as arbóreas, ou melhor, as frutíferas. Realizada com as técnicas corretas e a previdência correta, a enxertia permite obter plantas com excelente rendimento estético e frutos de melhor qualidade e mais resistentes aos agentes fitopatogênicos e às mais adversas condições climáticas. Entre as plantas a serem enxertadas encontramos também frutas cítricas, que também podem se propagar por estacas. A enxertia permite cultivar diferentes espécies de citrinos, com a garantia de obter em qualquer caso o mesmo fruto bom que a planta principal.


Como funciona

A enxertia para frutas cítricas usa principalmente técnicas de enxerto de coroa ou divisão. Ambos também são chamados de enxertos de copa, pois na planta principal, chamada de porta-enxerto ou planta-mãe, são enxertados um ou dois enxertos compostos de um ramo com dois ou três botões. O porta-enxerto, em frutas cítricas, é composto de laranja amarga, variedade que resiste melhor a agentes externos e infecções, enquanto o enxerto ou copa será retirado de clementina, tangerina, limão ou qualquer outra variedade. Para enxertar frutas cítricas não há limites para a escolha do enxerto, que pode pertencer a qualquer espécie cítrica, sendo importante a escolha do porta-enxerto, que deve ter algumas características vegetativas básicas importantes, como a qualidade do fruto e a resistência da planta. As mudas a serem enxertadas devem ter comprimento de cerca de dez, quinze centímetros e diâmetro de um centímetro, enquanto o porta-enxerto, após a cobertura horizontal, de onde se obtém uma superfície redonda, deve ser cortado verticalmente a cerca de 4 centímetros da borda, praticando uma "ferida" em forma de V, a cerca de quatro centímetros da borda. O herdeiro pode ser inserido nesta ferida. Neste caso, teremos praticado enxerto dividido. Se o corte for feito de forma a obter a forma de bico de flauta, o enxerto é denominado "inclinado". Se forem feitas duas incisões laterais na casca, podem ser inseridos dois enxertos, que parecerão colocados em paralelo entre si e precisamente entre a madeira e a casca. Neste caso teremos praticado o enxerto de coroa.


O que evitar

Na enxertia de frutas cítricas, devem-se evitar porta-enxertos com cortes ou feridas que não podem mais ser fechadas e danificados por óbvios ataques patogênicos ou condições ambientais extremas. A planta-mãe, antes de ser enxertada, também deve ser limpa dos brotos e galhos na base, embora não seja recomendado puxar a seiva dos rebentos que servirão para nutrir o enxerto. As ventosas são rebentos que se desenvolvem na base de plantas lenhosas, especialmente cítricas e oliveiras. Essas partes da planta tendem a retirar energia da planta ocupando as demais áreas produtivas da mesma, por isso é útil retirar os rebentos da base do porta-enxerto. A remoção também deve ser realizada para aqueles que podem surgir após a enxertia.


Quais ferramentas usar

Para realizar os enxertos, são utilizadas facas adequadas para a operação e comumente chamadas de "facas de enxerto". Alternativamente, você pode usar os ganchos, semelhantes às facas, mas com uma lâmina ligeiramente curva. A lâmina das facas de enxerto deve estar bem afiada. Para permitir cortes limpos e precisos, estão disponíveis no mercado facas de enxertia com cabos de plástico ergonômicos e lâminas muito afiadas. O custo destas facas é bastante acessível e ronda os nove ou onze euros. As facas de enxertia possuem lâminas de aço inoxidável, que têm a vantagem de não oxidar, embora as facas com lâmina de aço polido, material muito afiado para armas de fogo, pareçam mais adequadas para enxertia de frutas cítricas, mas com alta tendência à oxidação.


Enxertia de frutas cítricas: precauções

Para permitir que o enxerto crie raízes, deve-se prestar atenção a alguns cuidados úteis. As mudas devem ter botões firmes, por isso é melhor colhê-las no outono, quando não estão na fase vegetativa, mas na fase de repouso. A mesma deve ser mantida na geladeira para ser utilizada na época da enxertia que, nos cítricos, deve ser realizada na primavera (enxertia de copa), quando a planta está em pleno vigor vegetativo e quando a casca se desprende mais facilmente do tronco ou no final do outono. (enxerto dividido). Para evitar que o enxerto não cicatrize, as feridas dos cortes devem ser cuidadosamente seladas. No enxerto dividido, os cortes são fechados com mastique agrícola, enquanto no enxerto de coroa as mudas são fixadas por meio de ráfia (corda agrícola) que deve cobrir toda a superfície e circunferência do porta-enxerto. Os rebentos protuberantes são protegidos cobrindo-os com um saco para freezer fechado com um laço de corda. Essas tampas serão posteriormente cobertas com um saco de papel para pão, que será sempre amarrado com corda. As bolsas devem ser retiradas a cada 15 dias para verificar o desenvolvimento dos botões. Se estes estiverem presentes, os sacos devem ser eliminados e a planta deve ser colocada em local não excessivamente exposto à luz solar direta. A mástique e a corda devem ser retiradas somente quando as feridas dos cortes estiverem completamente cicatrizadas, formando o "calo" que une as mudas ao porta-enxerto.



Vídeo: Enxertos em cítrus como fazer?